O rio Macaé é um dos principais cursos d’água inteiramente situados em território fluminense. Com aproximadamente 135 quilômetros de extensão, ele nasce na Serra do Mar, no município de Nova Friburgo, e segue até desaguar no oceano Atlântico, na cidade de Macaé. Ao longo de seu percurso, o rio atravessa três importantes unidades geomorfológicas, segundo o IBGE: a Serra dos Órgãos, as Planícies e Terraços Fluviais e, por fim, as Planícies Litorâneas.
Na unidade geomorfológica da Serra dos Órgãos, o rio Macaé percorre 77.724 metros de seu trajeto total, segundo medições no Google Earth. Nesse trecho, que se estende desde sua nascente em Nova Friburgo até próximo da fronteira entre o distrito do Sana e Cachoeiros de Macaé, a altitude varia de aproximadamente 1330 metros até cerca de 36 metros. Se dividirmos a queda pela extensão do percurso, temos um declive médio de cerca de 16,8 metros por quilômetro. Trata-se de um trecho com regime energético relativamente alto. Além disso, possui significativa vegetação em suas margens, apesar do processo histórico de desmatamento pelo qual passou.
Ao alcançar as Planícies e Terraços Fluviais, o rio percorre 38.796 metros. Esse trecho vai das proximidades da fronteira entre os distritos do Sana e Cachoeiros de Macaé até áreas próximas à BR-101. A altitude diminui gradualmente, variando de 36 metros até cerca de 6 metros. Destaca-se também a presença de 20.101 metros de canalização, que se inicia próximo à foz do rio D’Anta, na localidade da Bicuda Grande, a cerca de 26 metros de altitude.
Já nas Planícies Litorâneas, o rio Macaé percorre 18.945 metros finais até sua foz no oceano Atlântico. Nesse trecho, totalmente canalizado pelo extinto Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS), a altitude varia de 6 metros até o nível do mar.
Recentemente, durante um período de chuva intensa na serra, o aumento da vazão do rio transportou grande quantidade de galhos, pedaços de madeira e outros materiais vegetais ao longo do seu curso. Ao atingir o trecho urbano de Macaé (RJ), parte desses materiais ficou retido na ponte, formando uma barreira que dificultou a navegação. Como mostrado no vídeo abaixo, esse acúmulo prejudicou a circulação de embarcações de pesca e de barcos que realizam passeios turísticos até as ilhas de Macaé, além de eventuais embarcações que prestam serviços de apoio às atividades da Petrobras. Esse evento demonstra como fenômenos hidrológicos nas áreas mais altas da bacia podem produzir impactos diretos nas atividades econômicas e na dinâmica cotidiana do curso baixo do rio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário