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junho 14, 2026

As bacias hidrográficas da Ecorregião de São Tomé
As bacias hidrográficas da Ecorregião de São Tomé

A Ecorregião de São Tomé já foi delimitada de diferentes maneiras por Arthur Soffiati. No livro Os Manguezais do Sul do Espírito Santo e do Norte do Rio de Janeiro, publicado em 2009, o autor situou seus limites entre os rios Itapemirim e das Ostras, admitindo a possibilidade de extensão até o rio São João.

Em um artigo de maio de 2026, Ecorregião de São Tomé: demarcando o território, um de seus trabalhos mais recentes, Soffiati definiu a ecorregião entre os rios Itapemirim e Macaé. Essa parece ser a formulação mais amadurecida e consistente de seus limites, adotada pelo ecólogo há bastante tempo e utilizada inclusive por nós aqui no blog.

Nesse mesmo artigo ainda, o autor retoma uma ideia já presente em trabalhos anteriores: “(...) não basta a zona costeira para caracterizar a ecorregião de São Tomé.” Desenvolvendo esse raciocínio, afirma que “Serras altas e baixas, tabuleiros e planície. Esses são os três patamares da Ecorregião de São Tomé.”

Na tentativa de compreender melhor esses limites, o próprio Soffiati oferece, em um artigo de março de 2026 - Mudanças climáticas na Ecorregião de São Tomé -, um importante critério para definir parcialmente suas fronteiras. Segundo ele, “Os rios são os elos entre a zona serrana, os tabuleiros e as planícies.”. Em seguida, enumera esses cursos d’água: “Quais são estes rios? Itapemirim, Itabapoana, Guaxindiba, Paraíba do Sul e seus afluentes Muriaé, Pomba, Preto e Grande, o complexo hídrico de Ururaí e Macaé.”.

Ao confrontar essa definição com o shapefile de bacias hidrográficas do IBGE, surgem alguns desafios. O primeiro diz respeito à bacia do rio Paraíba do Sul. Entre todas as mencionadas por Soffiati, ela é a única classificada pelo IBGE como bacia de nível 4, enquanto as demais correspondem aos níveis 5 ou 6. Das de nível 5, três (Muriaé, Pomba e Grande) são sub-bacias do próprio Paraíba do Sul. Por esse motivo, optamos por não representar a bacia do Paraíba do Sul no mapa abaixo, uma vez que ela se estende até o estado de São Paulo e parte de suas sub-bacias já está contemplada na delimitação proposta para a ecorregião.

O segundo desafio consistiu em decidir se determinadas bacias não mencionadas explicitamente por Soffiati deveriam ou não ser incluídas. A bacia do rio Imbé, que muito provavelmente corresponde ao complexo hídrico de Ururaí, foi prontamente incorporada. Também foram incluídas, sem maiores dúvidas, as bacias costeiras situadas entre os rios Itapemirim e Macaé. Restou, contudo, uma indefinição quanto à sub-bacia de nível 6 do rio do Colégio, integrante da bacia do Paraíba do Sul.

Recorremos, então, novamente a um trabalho de Soffiati. No artigo Chuvas e estiagens na ecorregião de São Tomé: o caso da Baixada dos Goytacazes, o autor faz referência nominal ao rio do Colégio, corroborando o que a própria análise cartográfica já indicava: a integração dessa sub-bacia à ecorregião. O resultado pode ser observado no mapa das bacias hidrográficas da Ecorregião de São Tomé apresentado a seguir:

maio 02, 2026

As lagoas do Parque Prazeres, Campos dos Goytacazes (RJ)
As lagoas do Parque Prazeres, Campos dos Goytacazes (RJ)

O Parque Prazeres abriga dois importantes corpos d’água: a lagoa Maria do Pilar e a lagoa do Taquaruçu. Embora evidências cartográficas e imagens de satélite indiquem que ambas ultrapassam os limites do bairro, é nele que elas se fazem largamente presentes.

Um aspecto fundamental para a compreensão dessas lagoas é sua integração a um sistema hídrico mais amplo. Segundo o mapa de Lagoas e Canais da Região Norte Fluminense, elaborado por Leidiana Alonso Alves e outros autores, essas lagoas fazem parte do Sistema Lagoa do Campelo, que integra, entre outros corpos d’água, as lagoas do Vigário, Maria do Pilar, Taquaruçu, Brejo Grande e Campelo.

Enquanto a conexão da lagoa do Taquaruçu ao Brejo Grande é feita pelo canal do Vigário, as ligações entre a lagoa do Vigário e a Maria do Pilar, bem como entre esta última e a do Taquaruçu, são realizadas por canais sem nome.

Quanto à primeira das duas últimas conexões citadas, é válido apontar que, na altura da Avenida José Carlos Pereira Pinto, essa ligação era claramente observável no Centro de Educação Ambiental da Guarda Municipal. Registros do Google Street View de março de 2015 mostram o então “valão”, como é popularmente chamado pela imprensa. Já em maio de 2021, a imagem revela que o canal já não se encontrava visível por conta da construção de um muro, que ocultou sua existência imediata na avenida.

Do ponto de vista geomorfológico, as duas lagoas ocupam unidades distintas, conforme o shapefile do IBGE (portal BDiA). A lagoa Maria do Pilar situa-se quase inteiramente em Depósitos Sedimentares Quaternários, inserida nas Planícies do rio Paraíba do Sul. Já a lagoa do Taquaruçu predomina nas Bacias e Coberturas Sedimentares Fanerozóicas, correspondendo aos Tabuleiros Costeiros do Brasil Centro-Oriental. Apenas nas proximidades do canal do Vigário, já fora da área provável do Parque Prazeres e mais próximo da Usina São João, ocorre o contato com a unidade de planície denominada Delta do Paraíba do Sul.

Do ponto de vista biológico, a lagoa Maria do Pilar tem chamado a atenção da imprensa local pela presença de jacarés de papo amarelo. Notícias de 2016 (aqui), 2017 (aqui) e 2025 (aqui) relatam capturas do animal nas proximidades do Hospital Geral de Guarus e em um “valão” - que acreditamos ser justamente o canal sem nome que liga a lagoa do Vigário à Maria do Pilar.

A ocupação espacial da lagoa Maria do Pilar é bastante significativa. Estende-se por trás do Hospital Geral de Guarus e do Shopping Plaza (no bairro Parque Barão do Rio Branco), alcança áreas do programa Morar Feliz e faz fronteira com o Residencial da Lapa I e II. Também confronta a Estação Experimental da PESAGRO-Rio e o pequeno bairro Parque São Jorge. Uma grande porção, contudo, permanece dentro do Parque Prazeres.

Segundo Dayana Rodrigues Coutinho Vilaça, essa lagoa também é conhecida como Brejo dos Prazeres – uma denominação que, por si só, já revela sua transformação ecológica. Os indícios de ocupação do bairro Parque Prazeres desde a década de 1960 indicam que o lançamento de esgoto in natura nesse corpo d’água ocorre há décadas, sendo, muito provavelmente, o principal fator de sua degradação ambiental.

Nesse contexto, a recente limpeza de um trecho da lagoa Maria do Pilar, dentro do bairro citado, não autoriza grande otimismo. Nada indica que tenha havido, por parte do poder público, a exigência de adoção de medidas estruturais por parte da concessionária de saneamento básico, especialmente no que se refere à coleta e ao tratamento do esgoto que ainda pode estar sendo despejado na lagoa. Sem essa intervenção, qualquer recuperação tende a ser apenas temporária.

Já a lagoa do Taquaruçu, por ser menos cercada por residências, tende a sofrer uma pressão antrópica um pouco menor. Inserida em um tabuleiro, a lagoa apresenta maior profundidade. Ainda assim, mais da metade de seu espelho d’água encontra-se recoberta por vegetação, a ponto de, no Google Maps e no OpenStreetMap, trechos da lagoa serem identificados como brejos. A área em que o espelho d’água permanece mais visível localiza-se na faixa de contato entre o Parque Prazeres e Santa Rosa.

Sua ligação com a lagoa Maria do Pilar foi alvo de limpeza em 2024. Infelizmente, esse canal atualmente encontra-se assoreado, comprometendo a troca hídrica entre as duas lagoas.

Acompanhando as fotos da limpeza, também registramos imagens da lagoa do Taquaruçu no mesmo dia. Embora ainda possua alguma beleza, é válido destacar que as duas lagoas do Parque Prazeres são classificadas como em péssimo estado de conservação, segundo tipologia histórica de Arthur Soffiati.

março 08, 2026

O rio Macaé
O rio Macaé

O rio Macaé é um dos principais cursos d’água inteiramente situados em território fluminense. Com aproximadamente 135 quilômetros de extensão, ele nasce na Serra do Mar, no município de Nova Friburgo, e segue até desaguar no oceano Atlântico, na cidade de Macaé (RJ). Ao longo de seu percurso, o rio atravessa três importantes unidades geomorfológicas, segundo o IBGE: a Serra dos Órgãos, as Planícies e Terraços Fluviais e, por fim, as Planícies Litorâneas.

Na unidade geomorfológica da Serra dos Órgãos, o rio Macaé percorre 77.724 metros de seu trajeto total, segundo medições no Google Earth. Nesse trecho, que se estende desde sua nascente em Nova Friburgo (RJ) até próximo da fronteira entre o distrito do Sana e Cachoeiros de Macaé, a altitude varia de aproximadamente 1330 metros até cerca de 36 metros. Se dividirmos a queda pela extensão do percurso, temos um declive médio de cerca de 16,8 metros por quilômetro. Trata-se de um trecho com regime energético relativamente alto. Além disso, possui significativa vegetação em suas margens, apesar do processo histórico de desmatamento pelo qual passou.

Ao alcançar as Planícies e Terraços Fluviais, o rio percorre 38.796 metros. Esse trecho vai das proximidades da fronteira entre os distritos do Sana e Cachoeiros de Macaé até áreas próximas à BR-101. A altitude diminui gradualmente, variando de 36 metros até cerca de 6 metros. Destaca-se também a presença de 20.101 metros de canalização, que se inicia próximo à foz do rio d’Anta, na localidade da Bicuda Grande, a cerca de 26 metros de altitude.

Já nas Planícies Litorâneas, o rio Macaé percorre 18.945 metros finais até sua foz no oceano Atlântico. Nesse trecho, totalmente canalizado pelo extinto Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS), a altitude varia de 6 metros até o nível do mar. A respeito da ictiofauna em parte desse último trecho do rio Macaé, Paula Araujo Catelani e outros autores fizeram os seguintes apontamentos:

Um total de 109 espécies foi registrado no estuário do rio Macaé, sendo 76 delas encontradas exclusivamente nesse sistema quando comparado com o Arquipélago de Santana. (Catelani et al, 2019, p. 249).

A elevada dominância dos bagres no estuário do rio Macaé é conspícua e histórica, sendo que, em registros do século XIX, esse rio era conhecido como “rio dos bagres”. (Catelani et al, 2019, p. 249).

Na região do baixo estuário do rio Macaé, com maior influência do mar, foi registrada uma predominância de peixes marinhos. (Catelani et al, 2019, p. 250).

Foram registradas duas espécies introduzidas no estuário do rio Macaé, a tilápia, Oreochromis niloticus, e o bagre-africano, Clarias gariepinus (...). (Catelani et al, 2019, p. 254).

Recentemente, durante um período de chuva intensa na serra, o aumento da vazão do rio transportou grande quantidade de galhos, pedaços de madeira e outros materiais vegetais ao longo do seu curso. Ao atingir o trecho urbano de Macaé (RJ), parte desses materiais ficou retido na ponte, formando uma barreira que dificultou a navegação. Como mostrado no vídeo abaixo, esse acúmulo prejudicou a circulação de embarcações de pesca e de barcos que realizam passeios turísticos até as ilhas de Macaé, além de eventuais embarcações que prestam serviços de apoio às atividades da Petrobras. Esse evento demonstra como fenômenos hidrológicos nas áreas mais altas da bacia podem produzir impactos diretos nas atividades econômicas e na dinâmica cotidiana do curso baixo do rio.

novembro 07, 2024

A antiga Lagoa de Carapicuíba
A antiga Lagoa de Carapicuíba

A antiga Lagoa de Carapicuíba, ou melhor, a cava de mineração que lhe deu origem, foi formada pela extração de areia durante a década de 1970. Seu alagamento pelas águas do rio Tietê resultou em uma área com aproximadamente 620 mil metros quadrados de espelho d'água, com profundidades que variavam entre 10 e 22 metros.

Localizada na divisa entre Barueri e Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo, a lagoa/cava sofria de intensa contaminação, embora abrigasse vida animal (peixes, tartarugas, patos e capivaras).

O projeto de aterramento da lagoa/cava foi iniciado em 2011, utilizando material obtido do desassoreamento do rio Tietê e das obras da Linha Amarela do Metrô. Trata-se de uma iniciativa do Estado de São Paulo.

Em parte do local, hoje se encontram uma unidade da Faculdade de Tecnologia de Carapicuíba, da Faculdade Nossa Cidade, da Escola SESI-SP Carapicuíba e o Parque Gabriel Chucre.

outubro 21, 2024

A elevação do nível do mar e as infraestruturas críticas da RMRJ
A elevação do nível do mar e as infraestruturas críticas da RMRJ

A crise climática global desencadeia uma série de consequências preocupantes, sendo a elevação do nível do mar uma elas. No Brasil, a região metropolitana do Rio de Janeiro, com suas vastas áreas urbanizadas e infraestruturas vitais concentradas no litoral, está especialmente vulnerável. Considerando uma elevação de 1 metro no nível do mar até 2100, uma série de problemas pode ser prevista a partir das simulações realizadas pelo site Climate Central.

Na Baía de Sepetiba, um dos principais centros industriais do estado, a elevação do nível do mar ameaça paralisar atividades estratégicas. A Base Aérea de Santa Cruz, fundamental para a defesa aérea da região Sudeste, poderá ter sua pista inundada, comprometendo operações militares e a segurança nacional. A Usina Termelétrica de Santa Cruz ficará ilhada, possivelmente inviabilizando seu funcionamento. O Distrito Industrial de Santa Cruz, com suas diversas indústrias, também enfrentará perdas significativas (veja simulação abaixo).

Na Baía de Guanabara, a situação é igualmente crítica. A Base de Fuzileiros Navais do Rio Meriti, localizada em uma área de baixada, será frequentemente inundada, comprometendo suas operações. A Refinaria Duque de Caxias, uma das maiores do país, poderá ter parte de suas instalações anexadas à Baía de Guanabara, o que resultaria em problemas ambientais de grande magnitude (veja simulação abaixo).

Portanto, a elevação do nível do mar representa uma ameaça existencial para as infraestruturas (militares, energéticas e industriais) da região metropolitana do Rio de Janeiro.

outubro 01, 2024

A Lagoa Feia de Campos dos Goytacazes (RJ) e Quissamã (RJ)
A Lagoa Feia de Campos dos Goytacazes (RJ) e Quissamã (RJ)

Na zona rural dos municípios de Campos dos Goytacazes e Quissamã, ambos no estado do Rio de Janeiro, localiza-se a Lagoa Feia, que está totalmente inserida na Ecorregião de São Tomé. Embora não seja a única lagoa com esse nome no Brasil ou no estado, a que mencionamos se destaca por ser a maior lagoa de água doce do país. É importante ressaltar que, embora a Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, seja frequentemente considerada a maior, na realidade, trata-se de uma laguna.

Ao longo dos anos, a Lagoa Feia sofreu um intenso processo de intervenção, resultando em uma grande redução de sua área.

Em 1968, baseado nos mapas do IBGE (folhas Campos, Lagoa Feia, Farol de São Tomé e Muçurepe), a lagoa Feia possuía 212 km² (ver abaixo).

Na década de 1970, os pescadores artesanais de Ponta Grossa dos Fidalgos, a principal comunidade pesqueira da lagoa, enfrentaram o próprio Estado, numa tentativa (bem-sucedida) de impedir o dessecamento da lagoa.

Contudo, embora a obra mais emblemática tenha sido impedida de ser feita, o fato é que a lagoa teve sua área reduzida através da construção de diques clandestinos por fazendeiros.

Em 2004, em cálculos feitos a partir de imagens de satélite do Google Earth, a lagoa possuía 174 km² (ver abaixo). Ou seja, entre 1968 e 2004, num intervalor de 36 anos, a lagoa foi reduzida a 82% de seu espaço pretérito.

Em 2008, após enchentes históricas em Campos dos Goytacazes (RJ), esses diques foram implodidos por ordem judicial, uma vez que retardavam o escoamento das águas das áreas inundadas. Como resultado, parte de sua área pretérita foi recuperada.

No entanto, imagens de satélite mais recentes revelam que muitas delas foram "reconquistadas" por fazendeiros, que as transformaram novamente em terras agricultáveis. Nas áreas da lagoa que não foram reinvadidas pelos fazendeiros, é possível observar restos de diques. Além disso, muitas áreas recuperadas se transformaram em brejos, que mantêm comunicações com a lagoa.

Em 2021, a área da lagoa era de 192 km² (ver abaixo). Note que o setor leste da lagoa recuperou um grande espaço, que ainda não foi atualizado no OpenStreetMap (em 01/10/2024).

Adicionalmente, é importante destacar que a própria configuração da lagoa intensifica os impactos das agressões ambientais que ela sofre. Como lagoa de planície, situada na Baixada Campista, a Lagoa Feia apresenta baixa profundidade, com uma média de apenas 1 metro, chegando a 2 metros em alguns pontos. Essa característica faz com que ela enfrente problemas relacionados à sedimentação.

A baixa profundidade da lagoa já trouxe consequências recentes: a crise enfrentada pela cidade de Quissamã (RJ), que utiliza a lagoa para o abastecimento de água. Durante a estiagem de 2022, o abastecimento foi prejudicado pela presença de geosmina, uma substância que altera o sabor e o odor da água. Segundo Ramos et al. (2023):

Na Lagoa Feia, situada na região norte do estado do Rio de Janeiro, temos um ambiente extremamente propício para este tipo de fenômeno [florações de cianobactérias], pois tem-se um aporte contínuo de nutrientes pelos rios Macabu e Ururaí, a alta incidência de luz em quase todos os dias do ano, temperaturas média da massa de água em torno de 20 a 25ºC, um pH entre 6 a 7,2, pouca profundidade da lagoa possibilitando a penetração da luz em toda a massa d´água, e elevado tempo de retenção. (Ramos, 2023, p. 2).

Mesmo desconsiderando as incertezas trazidas pelas mudanças climáticas, cujos impactos sobre a lagoa ainda são desconhecidos, o cenário para a Lagoa Feia é preocupante. Ações de preservação poderiam contribuir para sua restauração, mas muitas intervenções humanas têm acelerado seu desaparecimento.