Apesar dos números superlativos da pesca em Macaé, a situação dos pescadores da cidade não é das mais promissoras. Sabe-se que o Mercado de Peixes comercializa cerca de 40 toneladas de pescado por mês, com uma média de R$ 700 mil em vendas, e que o município movimenta entre 150 e 200 toneladas mensais de frutos do mar, incluindo os pescados desembarcados na cidade, mas que não passam, necessariamente, pelo Mercado de Peixes. Além disso, Macaé possui cerca de 1.200 pescadores cadastrados, 400 barcos de pesca e aproximadamente 5.000 pessoas vinculadas ao setor, e o pescado desembarcado no município é comercializado para o Rio de Janeiro, outros 12 estados e também para os Estados Unidos e a Suíça.
Ainda assim, esse volume expressivo de produção e circulação de mercadorias não é suficiente para garantir abrigos dignos às embarcações dos pescadores. Atualmente, quatro locais concentram esses barcos: próximo à foz do rio Macaé; nas imediações do Condomínio Ilha da Caieira, na Barra de Macaé; no canal Campos-Macaé, entre os bairros Barra de Macaé, Nova Esperança e Nova Holanda; e no novo curso do rio Macaé, próximo à Ilha Leocádia.
Em todos esses pontos, chama a atenção a ausência de infraestrutura digna construída pelo poder público municipal para atender adequadamente ao setor. Quando consideramos que a pesca gera emprego e renda a partir da realidade local, torna-se evidente que a prefeitura deveria dedicar maior atenção e investimentos a essa atividade.
De todos os abrigos, o do canal Campos-Macaé é o retrato mais cruel do abandono: uma obra histórica do século XIX hoje é largamente utilizada para o despejo de esgoto.
| Canal Campos-Macaé | ||
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| Fonte: Videos Macaé | ||
Enquanto isso, os pescadores - que movimentam milhões e alimentam mercados nacionais e internacionais – seguem sem infraestrutura, à margem do progresso que ajudam a construir.





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