junho 15, 2026

As relações da indústria brasileira de defesa com o continente africano após-2010
As relações da indústria brasileira de defesa com o continente africano após-2010

Em texto publicado em 2010, afirma-se que a reaproximação diplomática do Brasil com a África durante os dois primeiros governos Lula criou condições favoráveis para a abertura de mercados para a indústria brasileira de defesa.

Segundo o autor, essa política decorreu tanto de mudanças governamentais na política externa brasileira, em especial do fortalecimento das relações Sul-Sul, quanto de objetivos estratégicos do Estado brasileiro relacionados ao Atlântico Sul e à busca por uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Nos anos subsequentes à publicação do estudo, registraram-se exportações efetivas de produtos de defesa para países africanos, abrangendo os sistemas de comando e controle da Atech destinados à Mauritânia e as aeronaves Embraer Super Tucano fornecidas a Angola, Burkina Faso, Mali, Mauritânia, Nigéria e Senegal.

Além das negociações efetivamente concretizadas, foram identificados possíveis acordos cuja confirmação não pôde ser estabelecida, incluindo a venda de um sistema de vigilância da Atech para Angola e Senegal, do Embraer Super Tucano para Gana, do Bradar Saber M60 para a Mauritância e de navios-patrulha das classes Grajaú e Macaé para Senegal.

Mais recentemente, surgiram notícias sobre o interesse potencial de Marrocos, Angola e África do Sul na aeronave KC-390. No caso angolano, o retorno de Lula à Presidência da República parece ter reforçado as perspectivas de avanço das negociações, embora sua efetiva concretização permaneça incerta.

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